ENTREVISTA A ANTÓNIO MORAIS, COMANDANTE DO ASTORIA

Uma entrevista ao Comandante do Astoria, segundo mais antigo navio de cruzeiros do mundo, chegado hoje a Lisboa. Realizada em Vigo pelo Atlántico há alguns dias.


 


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"Vigo é um porto fantástico, com um bom abrigo; foram três meses bons."


 


O português António Morais comanda o Astoria, que qualifica de bom barco, com condições para trabalhar. Morais tem uma extensa experiência de mar, tendo começado a navegar em 1978, como oficial da marinha mercante, passando para os cruzeiros em 2001.


 


Porque escolheram passar três meses em Vigo?


É um porto fantástico, com um bom abrigo para quando há temporais e que está próximo de Inglaterra e de Portugal. [nt: o armador é inglês e o navio está registado em Portugal]  Foram três meses bons.

 


Depois de Vigo, para onde vão?


Primeiro para Lisboa, para outras reparações. Depois iniciaremos aí uma viagem pelo Norte da Europa até Inglaterra, Noruega, Islândia e Gronelândia. Depois, seguiremos para Sul, rumo ao Brasil. Teremos cinco ou seis meses de navegação seguidos.


 


É muito duro para a tripulação?


O trabalho  num barco no mar não para. São 24 horas sem parar, até que chega outra tripulação.


 


Esteve na marinha mercante e agora é comandante de um navio de cruzeiro. Existem muitas diferenças, para um marinheiro?


Passei muitos anos na marinha mercante mas eu diria que os cruzeiros são mais... não me sai a palavra... mais gratificantes, é isso!


 


Há muitas diferenças entre um pequeno navio como este e os gigantes do mar?


Este é um bom barco, foi renovado e está equipado com tudo o que é necessário para a navegação. Diria que são cruzeiros clássicos, numa embarcação de tamanho médio. Depois das reparações e melhorias de que está a ser alvo, estará apto a passar muito tempo a navegar no mar.

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